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Super Metroid

Super Metroid (conhecido também como Metroid 3) foi lançado em 1994 para o Super Nintendo, três anos após o lançamento de Metroid 2 no Game Boy e é até hoje considerado um dos melhores jogos de todos os tempos não só na mídia, como para os jogadores de longa data. Super Metroid fez o que Castlevania – Symphony of the Night faria mais tarde (no Playstation), mas três anos antes e em uma plataforma muito mais limitada.

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Capa do Box de Super Metroid.

 

Um dos grandes pontos forte da aclamada série sempre foi a liberdade de ir e vir pelo cenário, mas Super Metroid levou aos limites o que um cartucho poderia fazer na época. Com um arsenal de itens e equipamentos imenso e diversificado, a maneira com que o jogo progride é gradativo e recompensador, de uma maneira não linear. Sua jogabilidade visa alcançar novos lugares do planeta Zebes (que se encontra imerso de inimigos) através de novas habilidades adquiridas no decorrer do jogo, dando a possibilidade de explorar locais muitas vezes não necessários para a progressão da aventura, mas que podem ajudar nas batalhas contra os inimigos com a descoberta de novos itens.

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Power Ups dos mais diferentes tipos ajudam a progredir no jogo.

A história segue a princípio de suas duas aventuras anteriores. Samus, a caçadora de recompensa, deixa nas mãos de cientistas, um Metroid – criatura que suga a força vital dos seres vivos – em uma estação espacial para propósitos de pesquisa. Mas após um ataque a esta mesma estação, Samus se vê forçada a retornar ao planeta Zebes (planeta onde ocorrem as aventuras do primeiro jogo) atrás dos culpados ao ataque a estação, os temíveis Piratas Espaciais.

O jogo possui a famosa atmosfera já alcançada nos jogos anteriores: suspense e solidão. Se Metroid 1 conseguiu deixar o clima tenso, onde o jogador se sentia sozinho, Metroid 3 maximizou este sentimento, com cenários diversificados, coloridos, cheios de vida e inimigos diferentes. A imensidão do jogo para a época foi de grande sucesso e foi aclamado por gamers de todos os cantos do planeta. Passagens secretas, chefes muito maiores do que a própria heroína e o clima de solidão ajudam com que o jogador se sinta isolado do mundo lá fora, sem poder contar com ajuda externa.

As músicas foram, sem sombra de dúvida, outro aspecto que ajudou a atmosfera a ganhar mais vida, mas infelizmente os sons ficaram muito genéricos, como os tiros do “Bean” de Samus ou o barulho dos inimigos. Mesmo assim, o pacote que o jogo fornece ao jogador é muito maior do que o desejado e até mesmo do esperado para a época.

A Nintendo é conhecida por inovar de maneira criativa suas obras, mas Super Metroid foi muito mais além, em um tempo muito mais limitado. Qualquer jogador que se julgue “Old School” tem o dever de jogar esta obra prima que, com certeza, marcou história no mundo dos vídeo games.

 

Vinicius Tarouco
Redator e Analista SEO. Jornalista por paixão e aficionado por tecnologia, livros e jogos eletrônicos.

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