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Anarchy Reigns

Mad World pode não ter sido uma super produção, porém chamou a atenção em 2009 por ter sido um dos primeiros jogos no Nintendo Wii a possuir uma violência gráfica pesada. O jogo teve seus elogios e, apesar de alguns problemas, conseguiu passar com uma aceitação razoável tanto na visão da indústria jornalística quanto dos jogadores.

A Platinum Games, responsável por games como Bayonetta e Metal Gear Solid Rising Revengeance, resolveu dar continuidade ao seu trabalho anterior com um jogo completamente novo, porém desta vez nas plataformas da Microsoft e Sony. Anarchy Reigns (conhecido no Japão como Max Anarchy) não traz uma versão atualizada do que Mad World foi, ao invés disso, remodela completamente o jogo, removendo o gênero Beating Up para um jogo mais próximo do Action Adventure e Luta em uma espécie de Free Roaming. Mas será que é bom ou no mínimo interessante como Mad Wolrd foi no passado?

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Personagens de Mad World retornam com força total em Anarchy Reigns, entre eles Jack, Mathilda, Black Baron, Big Bull e Rin Rin

O jogo possui um modo campanha bem completo, apesar de pouco trabalhado, diferente do Multiplayer, na qual é, visivelmente, o foco do jogo. O modo campanha traz 2 escolhas no mesmos moldes de Resident Evil 2, na qual você escolhe um de dois personagens e, após finalizar, pode jogar com o outro para fazer um “final verdadeiro” do jogo. De um lado o jogador tem Jack Cayman, protagonista retornante de Mad World, do outro temos Leo, um protagonista novo, uma mistura de Raiden com Snake de Metal Gear Solid. Porém, de início já notamos que a campanha é um tanto genérica quando, ao selecionar o outro personagem, você apenas inverte a ordem das missões. A única diferença é quando você chega no final, na campanha denominada “Red Side” na qual ambos personagens possuem duas missões. Aqui há algumas alterações nas cenas, porém no Gameplay é praticamente a mesma coisa. Em outras palavras, você terá que zerar duas vezes a mesma campanha, apenas para ver um final verdadeiro, diferente de Resident Evil 2, na qual após zerar com um personagem você habilitava outra campanha para o segundo, modificando completamente o jogo.

O Gameplay porém pode deixar o jogador preso ao jogo. Mais rápido que Mad World, porém não superior, continua sendo divertido, apesar de precisar de algumas tentativas até o jogador aprender bem os controles e começar a usar táticas de racionamento de especiais (como o uso do Killer Weapon) e o modo Berserker. Ao todo são 16 personagens (18 se for contar 1 secreto e 1 DLC) que são desbloqueados conforme o jogador vai encontrando os mesmos no modo campanha, ou então no modo Online, conforme alcança novos ranks. No modo campanha, você terá que enfrentar hordas de inimigos diferentes, alguns com armas, outros com veículos, robôs e mutantes. Há uma ampla variedade de inimigos, o que renova a aparência do jogo, mas a maneira de enfrentar muda pouco no decorrer do game, sem ser progressivo, o que pode deixar o jogo maçante em determinados momentos.

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Modo campanha é divertido e cheio de extras desbloqueáveis, porém missões curtas e repetitivas podem transformar a experiência de Anarchy Reigns em algo maçante.

O grande ás do jogo, assim como presenciamos em Mad World, é a trilha sonora e os efeitos de som. Anarchy Reigns possui uma das melhores faixas de música pop, rap e rip hop que já escutamos em um jogo, e elas são muito bem encaixadas nas missões, realmente apropriados para cada fase. Os efeitos de som não ficam para trás; seja o som da serra elétrica de Jack saindo pela mão ou os gritos do temeroso Kraken quando aparece. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo da voz. É difícil dizer se a culpa é de quem realmente fez a atuação ou da direção, pois a história é absurdamente chata e clichê.

A história começa de maneira interessante, mostrando um mundo completamente caótico, porém totalmente diferente de Mad World, que nós faz perguntar se realmente é uma continuação. Mas logo logo, o clichê aparece fazendo da história umas das mais chatas e sem conexão alguma com o jogo anterior. Jack não reconhece Rinrin por exemplo, a chefe que morreu no jogo anterior e não, não é um antecessor do game anterior. Talvez a Platinum tenha tentado manter a história com conexão ao mesmo tempo que nova para atrair o novo público, mas acabou arruinando a história de ambos os jogos. O início nos passa uma sensação muito diferente. Pessoas de tantas nacionalidades lutando entre si com o mesmo objetivo, mas no final cai no sentimento anti russo tão usado pela industria norte americana e tão utilizado pela produtora de jogos japonesas para vender para os E.U.A. Eu poderia marcar aqui como Spoiler, mas quem já não esta cansado de ver um russo ficar maluco, do nada se achar um Czar e ser o vilão sem redenção do jogo? Realmente uma desapontamento.

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Modo multiplayer é divertido e inovador, porém um tanto desequilibrado. Pode ser jogado em até 16 jogadores em contras ou 3 cooperativos.

Graficamente o jogo é ruim também. Saindo do Wii para uma plataforma de gráficos mais avançados poderíamos esperar mais. Até mesmos as texturas não são dignas de um PS3 ou Xbox360. Porém em termos de direção artística o jogo é muito bom. Os personagens são todos muito originais, o cenário possui uma atmosfera única e inimigos diversificados em aparência. Você realmente sente a originalidade do jogo com a arte sem precedentes utilizada, inclusive com os extras de arte que você pode encontrar e desbloquear ao decorrer do jogo.

Se não fossem as missões repetitivas e completamente sem alma, assim como a história clichê, Anarchy Reigns poderia ser considerado uma nova modalidade de games de luta. Com um multiplayer interessante mas que logo cansa e, nos tempos atuais sem jogadores para manter a plataforma viva, Anarchy Reigns se torna um jogo medíocre, divertido de se jogar uma vez para depois esquecer na gaveta. DLC da personagem Bayonetta foi uma ótima adição, porém apela tanto que até desequilibra o jogo.

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Bayonetta, personagem de outro jogo da Platinum games é uma personagem DLC no game.

Dica do Ninja: Se for jogar este game, entre em opções e ative as legendas em inglês e as vozes em japonês. São muito melhores!

Vinicius Tarouco
Redator e Analista SEO. Jornalista por paixão e aficionado por tecnologia, livros e jogos eletrônicos.

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